sábado, 14 de setembro de 2013

Slides da aula 9: Das origens do Cristianismo à formação dos Estados Modernos - Parte I


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Debate: Jesus realmente existiu?

Vídeo: Os Hebreus (Judeus) - Parte 2 de 2

Vídeo: Os Hebreus (Judeus) - Parte 1 de 2

9 - Das origens do Cristianismo à formação dos Estados Modernos - Parte I


O Cristianismo surgiu na Palestina, região conquistada pelos romanos em 64 a.C. Ali viviam os judeus, governados, a partir de 40 a.C., por Herodes, o Grande, um rei judeu que se tornou uma espécie de aliado dos romanos.

Os judeus que viviam nessa província romana eram muito apegados às suas tradições religiosas e não aceitavam bem a dominação estrangeira, principalmente por serem os estrangeiros (romanos) politeístas – ou seja, adoravam vários deuses. Os judeus eram monoteístas – adoravam um deus só.

No ano 4 a.C., o reino da Judéia (que ficava dentro da província romana da Palestina) foi dividido em partes, que passaram a pertencer aos filhos de Herodes, o Grande, falecido naquele ano (Obs.: um desses filhos também se chamava Herodes). Só que essas províncias, na verdade, estavam sob o controle dos romanos, através de seu procurador Pôncio Pilatos (que tentava manter uma aliança com os herdeiros de Herodes, o Grande, como forma de mascarar a verdadeira dominação, que era de Roma). Nessa época, parece que já havia ficado claro aos judeus que quem dominava de fato a região eram os romanos, e a revolta dos judeus contra os dominadores estrangeiros aumentava a cada dia.

Nesse clima de tensão, segundo a Bíblia, um judeu chamado Jesus começou a pregar dizendo que era filho de Deus e ao mesmo tempo o Messias ou Cristo. (Segundo as profecias judaicas, o Messias viria libertar seu povo do sofrimento e criar um reino judeu na Terra). Só que Jesus dizia que o seu reino era no Céu e não na Terra, e ao dizer isso (e ainda que era filho de Deus), ele foi acusado por algumas seitas judaicas (como a dos fariseus e a dos saduceus) de estar blasfemando, pois eles esperavam um reino judeu na Terra (e, além disso, para eles, o Messias esperado não seria filho de Deus).

Jesus recrutou um grupo de seguidores e saiu pregando a Boa Nova (de que ele era o Messias, filho de Deus, e teria vindo ao mundo para salvar seu povo). E, com isso, ele começou a ser visto pelas autoridades de Roma na Judéia como um rebelde capaz de colocar em cheque o poder dos romanos, não só na Judéia, mas em todo o Império Romano.

Visto com desconfiança pelos próprios judeus – não por todos, mas por algumas seitas –, Jesus foi perseguido, preso e condenado pelo Sinédrio, que era um tribunal composto principalmente por judeus saduceus. Depois de condenar Jesus, o tribunal solicitou uma autorização do procurador romano Pôncio Pilatos para que Jesus fosse crucificado. Pilatos então “lavou suas mãos”, e Jesus foi crucificado.

Se Jesus ressuscitou no terceiro dia e depois subiu aos Céus é uma questão que nós não vamos discutir. O fato é que os apóstolos começaram a divulgar os ensinamentos de Cristo, conquistando cada vez mais fiéis e, ao mesmo tempo, fazendo aumentar as perseguições aos então chamados Cristãos, que tiveram que se dispersar pelo Império Romano.

Os dois maiores pregadores dos ensinamentos de Cristo (ou de “Jesus”, para os não cristãos) foram Paulo e Pedro. Paulo, antigo perseguidor de cristãos, foi convertido e começou a viajar, pregando a palavra de Cristo, até que foi preso pelas autoridades romanas em Jerusalém e mandado a Roma, onde foi decapitado. Pedro, por sua vez, que era pescador, teve a audácia de levar o Cristianismo a Roma, onde se dedicou a converter pobres e escravos, até que foi preso e crucificado.

Os cristãos foram muito perseguidos pelos imperadores romanos, que temiam uma possível união cristã para derrubar o poder do imperador e estabelecer um império cristão no mundo. Naquela época, não havia uma separação clara entre poder político e religião, e os imperadores acreditavam que os seguidores de Cristo, ao proporem a construção de uma sociedade cristã, estariam indo contra o poder do imperador, legitimado por uma outra religião. (O próprio imperador era cultuado como um deus, e os cristãos, ao pregarem publicamente a existência de um único Deus – que não era o imperador – foram vistos como uma ameaça à própria autoridade política do imperador, legitimada pelo seu caráter sagrado).

O último imperador romano que perseguiu cristãos foi Diocleciano. O seu sucessor, Constantino, no ano de 313 d.C., legalizou o Cristianismo no Império Romano (estratégia política, para conseguir o apoio dos cristãos).

Mais tarde, em 391 d.C., o imperador Teodósio, para se aproximar dos cristãos e obter deles apoio político – já que os cristãos tinham muita influência sobre os povos do Império –, aboliu definitivamente a antiga religião romana, fazendo do Cristianismo a religião oficial do Império Romano, e de Roma a sede da Igreja Cristã Católica – Catolicismo foi como ficou conhecida a religião Cristã de Roma, daqueles cristãos que reconheciam a autoridade religiosa de Roma e de seu líder religioso, o Papa, antigo bispo de Roma, que passou a ser o líder máximo da Cristandade.

O Cristianismo Católico se estruturou de forma bastante organizada e continuou sua expansão como religião oficial do Império. 

No Império Romano do Oriente, o que se percebe é que o Cristianismo seguiu um rumo diferente, tornando-se ortodoxo, inflexível quanto a determinadas questões. Por exemplo, Constantinopla entrou por mais de uma vez em choque com Roma no que dizia respeito à adoração de imagens de Cristo, da Virgem Maria e dos santos. Os cristãos do Oriente, em geral, eram contra a adoração de imagens, e o Papa, em Roma, não via problema nisso. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Notas dos trabalhos orais

TURMA B

Grupo: A Verdade na História

A narrativa do filme ficou confusa, com muitas informações (muitos detalhes), o que dificultou a compreensão por parte de quem não assistiu ao filme. Ficaria melhor se a história fosse resumida e contada mais devagar, com mais clareza. // Os outros integrantes apresentaram suas partes sem ligá-las ao filme (faltou entrosamento). Ficou muito fragmentado. Faltou conexão entre as apresentações individuais.

Apresentação: REGULAR – Nota: 6,5
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Grupo: Direito Consuetudinário

Apresentação com boa introdução, demonstrando conexão entre as partes. Cada integrante falou um pouco (embora uns tenham participado mais que outros). Boas apresentações individuais, demonstrando conhecimento, organização e tranquilidade. Relacionaram o direito primitivo com o direito hoje. Interessante.

Apresentação: MUITO BOA – Nota: 9
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Grupo: Direitos Sagrados

No geral, boa apresentação, clara, tranquila. A explicação sobre os oráculos foi muito boa.

Apresentação: BOA – Nota: 8
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Grupo: O Direito em um regime democrático

No geral, boa apresentação, embora com algumas explicações individuais confusas. Houve conexão entre as partes. Duas apresentações individuais se destacaram pela clareza: a que explicou a Democracia Representativa (citando a Constituição Federal) e a que analisou o voto nos dias de hoje.

Apresentação: BOA – Nota: 8
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Grupo: O conceito de Justiça

Faltou conexão entre as partes, e a maioria das apresentações individuais pecou por excesso ou falta de informações, dificuldade com o vocabulário e também por nervosismo (excesso). Faltou organização.

Apresentação: REGULAR – Nota: 6,5
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Grupo: O Direito na formação do estado

O grupo apresentou muitas informações, a maioria já trabalhada em sala de aula, e não focou suficientemente no tema do trabalho, que é a formação do estado. Faltou domínio de vocabulário e também um pouco mais de organização.

Apresentação: REGULAR – Nota: 6,5
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TURMA A

Grupo: O Direito em um regime democrático

Duas apresentações individuais, por terem sido muito boas, classificaram a apresentação do grupo como boa: a que abriu e a que fechou a apresentação. Foram claras e descontraídas, embora com excesso de informações. As outras variaram de regulares a boas: um pouco confusas, demonstrando muita preocupação com detalhes desnecessários.

Apresentação: BOA – Nota: 8
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Grupo: A Verdade na História

No geral, boa apresentação, embora um pouco cansativa, por repetir demais uma coisa só, com palavras diferentes: a ideia de que verdade é um ponto de vista. Interessante o conto dos cegos com o elefante, mas faltou analisá-lo com mais cuidado.

Apresentação: BOA – Nota: 8
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GrupoO Direito na formação do estado

Apresentação correta, mas repetiu demais o conteúdo das aulas ministradas pelo professor. Muita informação apresentada em pouco tempo, sem necessidade. Faltou focar no tema da formação do estado. Poderia ter ficado só no paralelo do estado antigo com o  atual, mas quando foram fazer isso, no final, não deu mais tempo.

Apresentação: REGULAR – Nota: 6,5
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GrupoDireitos Sagrados

Interessante a abordagem dos 10 Mandamentos e também a relação dos Mandamentos com o direito hoje, mas a apresentação explorou pouco o tema (não utilizou os 10 minutos disponíveis). // Algumas apresentações individuais foram um pouco confusas. Mas, pela criatividade, e por algumas boas apresentações individuais, classifico a apresentação geral como boa.

Apresentação: BOA – Nota: 7,5
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GrupoO conceito de Justiça

No geral, a apresentação foi boa, mas não utilizou todo o tempo disponível. Algumas apresentações individuais pecaram pela falta de clareza e pela fala muito rápida. Muito boa a reflexão sobre a “justiça cega”. No geral, boa apresentação.

Apresentação: BOA – Nota: 7,5
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GrupoDireito Consuetudinário

No geral, muito boa apresentação, com destaque para as duas primeiras apresentações individuais (muito claras e com informações apresentadas no ponto certo, sem excessos desnecessários). As outras pecaram um pouco pela falta de vocabulário, por repetirem demais o que o professor falou em sala de aula e pela falta de clareza. Mas, no geral, muito boa.

Apresentação: MUITO BOA – Nota: 8,5
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GrupoO Direito em um regime aristocrático

Apresentação correta, demonstrando conhecimento, mas fora de foco, voltando muito no tempo e se perdendo em detalhes demais (desnecessários para a compreensão do direito aristocrático), e também repetiu demais o que o professor falou em sala de aula.

Apresentação: REGULAR – Nota: 6,5

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Notas do trabalho oral


Caros alunos, 

Vou divulgar as notas do trabalho oral em grupo amanhã (terça-feira) à noite, porque vou esperar as apresentações da turma A (que acontecem hoje), para analisar minhas anotações, fazer os comentários e atribuir as notas.

Um abraço,

Flávio Marcus